Sempre que a Motorola lança um novo integrante para a família Moto G, a pergunta que fica no ar é se a marca conseguiu equilibrar o custo-benefício ou se é apenas "mais do mesmo". Recentemente, me deparei com o Moto G35 e decidi analisar de perto o que esse aparelho entrega na prática. Com a promessa de ser um 5G acessível, ele tenta fisgar aquele usuário que quer tecnologia atualizada sem precisar vender um rim para pagar o boleto. Mas será que o Moto G35 é bom? Vale a pena? Review Completo é o que você precisa para decidir se ele entra na sua lista de desejos ou se é melhor passar longe.
Confesso que, logo de cara, o design me chamou a atenção. Ele é um aparelho fino, com apenas 7,8 milímetros de espessura, o que dá uma pegada bem moderna e confortável. Vi que a Motorola apostou em versões com acabamento em Vegan Leather (couro vegano), algo que tira aquela sensação de "plástico barato" que muitos modelos de entrada possuem. No entanto, como nem tudo são flores, precisei mergulhar nas especificações técnicas e nos relatos de quem já usa o aparelho no dia a dia para entender se a performance acompanha a beleza exterior.
Motorola Moto G35
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Eu analisei os dados técnicos desse modelo e, sendo direto, o Moto G35 é um smartphone que se posiciona em um terreno curioso. Ele traz uma tela enorme de 6,72 polegadas com resolução Full HD+ (2400x1080 pixels) e uma taxa de atualização de 120Hz. Na prática, isso significa que a navegação pelas redes sociais e menus é bem fluida. Olhando bem para as câmeras, me surpreendi com a capacidade de gravação em 4K, algo que não é tão comum nessa faixa de preço abaixo dos mil reais. O sensor principal de 50 megapixels consegue captar fotos com uma resolução altíssima, o que é um prato cheio para quem gosta de postar fotos nítidas.
Por outro lado, o desempenho interno me deixou com um pé atrás. Ele vem equipado com o processador Unisoc T760 e apenas 4 GB de memória RAM. Embora exista o recurso "RAM Boost" para dar um fôlego extra, a base de 4 GB pode sofrer um pouco se você for um usuário que costuma abrir muitos aplicativos ao mesmo tempo ou gosta de jogos pesados. Vi relatos de usuários que sentiram travamentos na interface e problemas com a duração da bateria de 5000 mAh, que em alguns casos parece não render tanto quanto o esperado para um hardware desse nível. É um aparelho que entrega conectividade 5G e NFC, mas que exige paciência em multitarefa.
Prós:
- Conectividade 5G para internet ultrarrápida.
- Gravação de vídeo em 4K, o que é um diferencial na categoria.
- Tela grande de 120Hz com proteção Gorilla Glass 3.
- Design fino e elegante (7,8 mm).
- Presença de NFC para pagamentos por aproximação.
Contras:
- Apenas 4 GB de RAM física, o que pode causar lentidões.
- Processador Unisoc T760 tem desempenho modesto para jogos.
- Relatos de usuários sobre drenagem rápida de bateria.
- Slot híbrido (ou você usa dois chips, ou um chip e um cartão de memória).
Especificações Técnicas
Para quem gosta de entender exatamente o que está comprando, decidi detalhar os componentes que fazem o Moto G35 funcionar. Não adianta apenas olhar por fora; o que importa é o que está "debaixo do capô".
Tela e Visual
A tela é, sem dúvida, um dos pontos fortes aqui. Estamos falando de um painel IPS LCD de 6,72 polegadas. A densidade de 392 ppi garante que você não veja pixels serrilhados ao ler textos ou ver vídeos. A proteção Gorilla Glass 3 dá uma segurança extra contra riscos leves, o que eu considero essencial para o uso diário.
Processamento e Memória
O conjunto de processamento é formado pelo chipset Unisoc T760 (Octa-core de 2.2 GHz) e a GPU Mali-G57. Para o uso básico — WhatsApp, Instagram e YouTube — ele dá conta. Mas, vale dizer: com 4 GB de RAM, ele não é um monstro da produtividade. O armazenamento interno é de 128 GB ou 256 GB (dependendo da versão), e o ponto positivo é a possibilidade de expansão via MicroSD de até 1 TB.
Câmeras e Vídeo
Aqui a Motorola mandou bem nos números. A câmera traseira dupla tem um sensor principal de 50 MP (abertura f/1.8) e uma grande angular de 8 MP. A capacidade de filmar em 4K a 30 fps na traseira é o grande destaque. Já a câmera frontal tem 16 MP e grava em Full HD, o que é honesto para selfies e videochamadas.
Bateria e Conectividade
A bateria é de 5000 mAh, o padrão da indústria hoje. No papel, deveria durar um dia inteiro com folga, mas o gerenciamento de energia do processador Unisoc parece ser o ponto crítico aqui. Em termos de conexões, ele é bem completo: Wi-Fi dual band, Bluetooth 5.0, GPS preciso e o já mencionado 5G.
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Veredito: O Moto G35 vale a pena?
Depois de analisar todos esses pontos, chego à conclusão inevitável: o Moto G35 vale a pena? A resposta é: depende muito do seu perfil de uso e do preço que você encontrar no momento da compra.
Se você encontrar o Moto G35 na faixa dos R$ 850 a R$ 900, ele se torna uma opção interessante para quem prioriza consumo de mídia (vídeos e fotos) e quer estar na rede 5G gastando pouco. A tela de 120Hz e a gravação em 4K são luxos que aparelhos concorrentes da mesma faixa de preço muitas vezes não oferecem. Ele é um celular esteticamente bonito e funcional para as tarefas do dia a dia.
Entretanto, eu não recomendaria este aparelho para quem busca performance bruta ou é um "heavy user" de jogos. Os 4 GB de RAM são o calcanhar de Aquiles desse modelo em 2024/2025. Se você exige fluidez total e não quer se preocupar com travamentos ao alternar entre apps, talvez seja melhor investir um pouco mais em um modelo com pelo menos 6 GB ou 8 GB de RAM.
Em resumo, o Moto G35 é um bom smartphone "de entrada premium" focado em multimídia. Ele brilha na tela e na câmera, mas tropeça no desempenho e na otimização da bateria. Se você é um usuário casual que quer um celular bonito, com tela grande e 5G, ele pode te atender bem. Mas se você já teve experiências ruins com celulares que engasgam, é bom olhar as alternativas antes de fechar o pedido.
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